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História da Vila d’Óbidos

Óbidos, a magnífica vila amuralhada onde o tempo parece não ter passado. Deambular pelas ruas de Óbidos é perder-se pelos becos da história e viver uma ambiente fantástico de um burgo medieval que chega quase intacto ao terceiro milénio.

O belíssimo castelo domina toda a vila, o casario branco, por entre aromas de mil flores, as belas igrejas e os ricos solares e praças.

O concelho estende-se por uma área de pouco mais de 140 km2, dividida por nove freguesias, onde residem cerca de 11.200 habitantes.
Os pomares e a vinha são de grande importância económica, em Óbidos, mas a indústria turística é o sector mais em evidência.

A fundação da Vila ascende ao ano 308 a.C., pelos celtas, tendo sido conquistada pelos romanos, que aqui deixaram importantes vestígios. Aos visigodos, sucedem-se os mouros, até que D. Afonso Henriques a conquista, em 1148.

Desde que D. Afonso II doa Óbidos a D. Urraca, esta vila passa a pertencer à Casa das Rainhas de Portugal, até à extinção desta, em 1834.

A Rainha Santa Isabel viveu em Óbidos, onde instituiu a confraria do Espírito Santo, em 1309.
Também a rainha D. Leonor, em 1491, elegeria esta vila para sua residência após a morte do infante D. Afonso.
D. Manuel concede-lhe foral novo em 1513.

Durante o terramoto de 1755, grande parte dos edifícios ficaram seriamente danificados, incluindo o Paço Real e muitas muralhas da cerca e do castelo.

Em 1973, teve lugar em Óbidos a reunião preliminar do Movimento das Forças Armadas, que viria a derrubar o regime ditatorial, com a revolução de Abril de 1974.

O artesanato cerâmico obidense é de grande interesse e singularidade. Josefa D’Óbidos, a talentosa pintora que aqui produziu a maior parte da sua obra, dirigiu também uma oficina de cerâmica artística, que influenciou determinantemente as tipologias da cerâmica de Óbidos.

Famosas são ainda as cerimónias da Semana Santa, com uma procissão onde é dramatizada a Paixão e Morte de Cristo; e as Festas de Santa Ana, ou da “Batatada”: um piquenique gigantesco de batatas com bacalhau, realizado em Setembro no Pinhal. O petisco é regado com o magnífico vinho das Gaeiras e o digestivo só pode ser a mais que afamada ginginha de Óbidos.

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